terça-feira, 25 de abril de 2017

DEUS JÁ MENTIU PRA VOCÊ?


Deus já mentiu para você?” Como você responderia a essa pergunta? Ela foi feita  por uma criança que se sentia decepcionada a seu pai, que eu conheço bem. Desde então, eu tenho lutado com esse questionamento.

Meu treinamento filosófico poderia oferecer argumentos, explicando por que Deus não mente. Isso é pertinente e verdadeiro, mas não era o que a criança precisava naquele momento. Ela está lutando com uma decepção esmagadora, vendo que o que ela está esperando e o que tem definido no seu coração ainda não chegaram – e tudo indica que não vão chegar. As verdades da Filosofia poderiam trazer-lhe a clareza mais tarde, mas ela, agora, não seria capaz de vê-las através de suas lágrimas.

O pai poderia ter sucumbido à tentação de frustrar o ponto afiado da pergunta com a seguinte resposta: “Tudo vai ficar bem! Afinal, a Bíblia diz: “Nada é impossível para Deus”. Verdade – nada é impossível com Deus – mas essa afirmação não a ajudaria se fosse oferecida apenas para silenciá-la. Este é o problema dos chavões: eles podem ser um desserviço para as verdades, porque eles podem ser usados para sufocar as vozes e as dores daqueles que fazem perguntas desconfortáveis e indesejáveis. O pai não recorreu aos clichês porque tem muito respeito pela inteligência da filha e pela majestade de Deus.

E ainda estamos diante de sua situação difícil: “Eu procurei a vontade de Deus e agi de acordo. Esperei para receber o que Deus me prometeu. E nada aconteceu. Pior do que isso é o fato de a janela de oportunidades para eu receber o que me foi prometido por Deus estar começando a se fechar. Deus mentiu para mim? ”

Aqui, podemos ver as limitações da consolação da Filosofia e as verdades dos chavões piedosos. Nenhum deles leva uma pessoa confusa e de coração partido à cruz de Cristo. É para aquele lugar terrível, onde o mal tentou esmagar e apagar amor fiel, que os feridos devem ir. É lá que devemos contemplar o custo da confiança absoluta na bondade de Deus. E é só a partir daí que podemos encontrar o poder do Cristo ressuscitado.

Ao pé da cruz, vamos ecoar as palavras do sofredor Jó: “Ainda que ele me mate, nele esperarei” (Jó 13:15). Jó não se contentará com respostas medíocres ou banalidades. Ele procura uma audiência com Deus. Devemos fazer o mesmo – mas devemos saber – de uma maneira que Jó não compreendia – que confrontar Deus significa confrontar Cristo crucificado e ressuscitado. Nós vamos ao Servo Sofredor de Deus, que se rendeu de tudo, foi saqueado pelo mal, e foi, depois de um tempo de escuridão, chamado por Deus. Devemos entender que, se nos desviarmos de Cristo, não devemos esperar “sopa de frango para a alma”. Não! Virar-se para Cristo em nossa dor é pisar em um caminho obscuro de sangue e glória.

Podemos começar nosso abraço de Cristo crucificado e ressuscitado ecoando Jó: “Sei que podes tudo, que nada te é muito difícil”(Jó 42: 2). O último propósito de Deus é unir-nos a Ele por toda a eternidade. Nossas dores e alegrias temporárias nesta vida devem ser medidas à luz da eterna glória que Deus nos oferece.

Nós somos peregrinos terrestres no caminho para o Céu; inevitavelmente sofremos, e, finalmente, morremos. Alguns de nós podem ser martirizados. Alguns podem morrer enquanto olham para trás e enxergam uma vida agradável – a maioria de nós não. Ao longo do caminho, nenhum de nós tem a sabedoria para entender plenamente como a graça e providência de Deus trabalham com o livre-arbítrio humano, o desapontamento e a sorte silenciosa.

Contudo, temos a Igreja nos ensinando que, se nossa esperança em Deus repousa sobre o que podemos captar neste mundo que passa, estaremos decepcionados. Nossa esperança em Deus só pode descansar sobre a obediência de Cristo crucificado e sobre a fidelidade de Nosso Pai Celestial que elevou Cristo à soberania e à glória.

O poeta John Keats refere-se a este mundo como “O Vale Criador de Almas”. Esse mundo finito, e passageiro, com suas alegrias e tristezas reais e temporárias, pode ser usado por Deus e pelo dócil discípulo de Cristo para preparar uma alma para a eterna União com Deus. O pesar e as decepções, embora agonizantes, não precisam ser encarados como “desperdiçados”, mas podem ser usados, redentoramente, na purificação de uma alma para a felicidade do Céu.

Então, como aquele pai poderia ter respondido à pergunta da filha? Ele poderia dizer: “Não, Deus nunca mentiu para mim. E sei que Ele é fiel e amoroso, porque o que Ele fez por Cristo, Ele quer fazer por você e por mim”.

No próximo texto, vou falar de otimismo, desejo e esperança. Até lá, vamos nos manter em oração.

Por Fr Robert McTeigue, SJ, via Aleteia EUA

EMPATIA É A HABILIDADE MAIS IMPORTANTE QUE VOCÊ DEVE TER

Dentre todas as habilidades “praticáveis“, a empatia com certeza é a mais importante. Ela vai te levar a um maior sucesso profissional e pessoal, além de torná-lo mais feliz enquanto a pratica.

E, não confunda empatia com simpatia. A primeira significa você fazer uma conexão emocional com alguém, enquanto a segunda está diretamente ligada a maneira como você trata uma pessoa com naturalidade.

A chave para ser empático é não julgar as outras pessoas. É colocar-se no lugar do outro ao invés de apontar-lhe o dedo. No geral, pessoas empáticas são menos preconceituosas. Aceitam o outro como ele é.

Por que praticar a empatia?

Só a definição acima provavelmente já faria o mundo um lugar um pouco melhor. Mas, vamos lá!

1.Você entenderá melhor as necessidades das pessoas ao seu redor;

2.Você entenderá melhor a percepção que cria nos outros através de suas palavras e ações;

3.Você entenderá as partes tácitas de sua comunicação com os outros;

4.Você entenderá melhor as necessidades de seus clientes;

5.Você terá menos conflitos interpessoais para lidar no trabalho e em casa;

6.Você será capaz de prever com maior precisão as ações e reações de quem interage com você;

7.Você vai aprender como motivar as pessoas ao seu redor;

8.Você convencerá de forma mais eficaz as pessoas a respeito de seu ponto de vista;

9.Você lidará melhor com a negatividade dos outros e entenderá suas motivações e medos;

10.Você será um líder melhor, um melhor seguidor e, mais importante, um amigo melhor.

E como praticá-la?

Ouça atentamente o que as pessoas têm a dizer. Considere a motivação por trás do orador. Considere quais experiências de vida ou de trabalho o levaram àquela visão de mundo. A partir destas três ações, será muito mais fácil colocar-se no lugar do outro. Isso parece tudo muito óbvio, mas a partir do momento que você começa a praticar a empatia, verá rapidamente os benefícios provocados por ela.

Então, abra sua mente. Melhore, mesmo que só um pouco, a vida de quem está ao seu redor.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

6 ERROS MODERNOS DOS PAIS DE FAMILIA


É compreensível que os pais de família de nosso tempo cometam erros. Isso se deve à complexidade dos tempos modernos, que pegou muitos pais de surpresa. Deve-se também, em boa medida, à crise inter geracional que afasta os pais dos filhos.

Deve-se atribuir, igualmente, esses erros modernos dos pais à permissividade deles em relação ao filhos. Prova disso é que os pais dão tudo a troco de nada, ou seja, aceitam fazer enormes sacrifícios sem exigir dos filhos uma justa equivalência.

O primeiro desses erros modernos consiste em dar aos filhos o celular que eles exigem, da marca e do modelo que eles querem. Alguns pais costumam dizer que dão o que os pequenos pedem porque, ao contrário, eles se tornariam “valentões”. De qualquer forma, comprar um smartphone para uma criança é um exagero; ela pode ser roubada ou morta por causa do celular, ou jogar o telefone na lata de lixo por descuido ou acidente, perdendo, assim, uma boa quantia em dinheiro. Os pais de família deverão distinguir as diferentes etapas do desenvolvimento de uma criança; não podem considerar da mesma forma o menino de 5 ou 6 anos e o adolescente de 12 ou o jovem de 18. O princípio da “gradualidade” tem muita importância na pedagogia familiar.

O segundo erro consiste na “solidão móvel”. Os pais de família, não contentes em ceder às exigências dos filhos, não se preocupam em saber o que fazem eles com o celular. Foi estabelecido um horário para o uso? Instalaram algum programa de monitoramento das atividades? Estão informados sobre o que os filhos procuram na internet? Quais os aplicativos que eles baixam? Intimidação, assédio e abuso sexual são alguns dos riscos da internet.

O terceiro erro está nos conteúdos dos programas que eles escolhem. Muitos pais não sabem quais séries seus filhos veem na televisão ou na internet. Também não sabem o que estão ouvindo no rádio. Não podem imaginar o megalixo que pulula em certas emissoras jovens. Há pais de família que são muito ingênuos e crédulos. Hoje, é frequente a literatura sobre o “cybersex”. Inclusive, já há alguns pais lamentando por terem filhos viciados nisso.

O quarto erro é a “internet a sós”. Uma criança sem companhia na internet é como se ela estivesse parada em pleno centro de uma cidade grande. Que critério de seleção de programa tem um garoto antes dos 10 anos? Inclusive, entre os jovens e adultos hoje é frequente a pornografia pela internet. Há jovens que contam que esperam seus pais dormirem para eles se levantarem e verem programas pornográficos.

O quinto erro está nos videogames. Os videogames são classificados como os filmes, pela idade, e muitos pais não sabem e compram o jogo que o filho pede, cheio de violência, sexo e grosserias. Os “controles dos pais” são uma ferramenta de supervisão de seus filhos no cyberespaço. Os pais são os principais responsáveis pela segurança dos filhos na internet.

O sexto erro: as redes sociais. Os pais de família devem saber que redes como Facebook, Instagram e Twitter permitem criar perfis de usuários com, no mínimo, 13 anos. Antes dessa idade, os que criam contas estão mentindo ao sistema. Poderá acontecer do próprio pai criar o perfil, mas modificando a idade, coisa que, de cara, já é um mau exemplo para o filho.

Melhor ensinar do que proibir. A tarefa dos pais, mesmo que difícil, é estabelecer normas e limites. A ideia é prevenir-se, antes que seu filho lhe diga: “papai, quero ter Facebook”. Antes que os amigos deles proponham, o garoto terá claro que não pode acessar a rede. Deve-se ensinar às crianças que amar é sinônimo de formar.

5 CONSELHOS PARA ESCOLHER COM QUEM SE CASAR


Uma das mais importantes decisões da vida é escolher a pessoa certa com quem compartilhar a vida. O portal Por tu matrimonio, site norte-americano dedicado ao público latino, listou algumas dicas para quem está pensando em se casar. Confira:

1. Não tenha pressa

Evite que a pressão de amigos ou parentes o faça tomar uma decisão equivocada. Para encontrar a pessoa certa com quem compartilhar a vida é necessário ter calma e tempo. Não se chateie com comentários maldosos e mantenha uma atitude positiva.

2. As aparências enganam

É natural que nos sintamos atraídos por pessoas bonitas, mas a beleza é pouco para manter um casamento. O que realmente permite que as pessoas compartilhem suas vidas são os valores em comum, sua capacidade de amar, sua inteligência.

3. Afinidades

O diálogo com o outro é uma importante forma de perceber se existe afinidade entre o casal. Quando gostos, valores e forma de ver a vida são parecidos, é grande a chance dos dois se darem bem num casamento.

4. Não exagere na expectativa

Não deposite as expectativas de sua própria felicidade em outra pessoa. Ser feliz é um estado que depende muito mais de nós mesmos e de nossa disposição em buscarmos a felicidade. Seu cônjuge pode fazer parte dela e compartilhá-la com você, mas nunca será a fonte desse sentimento.

5. Não existe príncipe encantado (e nem princesa)

Ninguém é perfeito. Por isso não seja tão inflexível na hora de avaliar o outro. Mesmo que estejamos sempre nos aperfeiçoando, há alguns hábitos ou traços da personalidade que a pessoa não vai mudar. Se isso não for prejudicial, por amor devemos aceitá-las e respeitá-las.

Por Sempre Família

PÃO NOSSO

Quem de nós já não rezou a oração do “Pai nosso” na qual pedimos o pão nosso de cada dia? O pão aparece frequentemente na Bíblia com significado todo especial. Não só é o alimento, símbolo de todos os demais alimentos, mas o próprio Deus se fez pão para nós: “Jesus tomou o pão, abençoou e disse tomai e comei isto é meu corpo” (Lc 24,30).

O pão, em todas as culturas é tema central. Na vida cotidiana sentimos a importância da alimentação. Nunca se produziu tanto alimento no mundo como hoje e, no entanto, a fome continua fatal. As guerras e migrações provocadas por elas, a indústria alimentícia que visa mais o lucro que o bem estar das pessoas e o desperdício de alimentos estão entre as causas da fome no mundo.

Os Evangelhos narram a multiplicação dos pães. Uma multidão seguia Jesus. Estavam em um lugar longe das cidades, entardecia e o povo tinha fome. Os apóstolos questionam Jesus sobre o que fazer. Jesus lhes responde: “Dai-lhes vós mesmo de comer” (Mt 14,16). Eles procuram e só encontram cinco pães e dois peixinhos que alguém ali possuía e colocou à disposição. Jesus abençoa-os mandando distribuir. Todos comeram e sobrou, sendo recolhido.

Neste acontecimento há um convite para imitar Jesus realizando a multiplicação dos pães. Deus supremo doador dá à natureza condições de produzir o alimento necessário, mas confia ao ser humano a organização da produção e distribuição dos alimentos. Assim, a lição que Jesus concede na multiplicação dos pães, é a lição da solidariedade e da partilha. Onde há partilha não há fome. Jesus sinaliza neste episódio uma maneira diferente de organizar a sociedade, na qual o egoísmo e a ganância não formam o núcleo central do sistema, mas sim a vida.

É certo que Jesus disse também que nem só de pão vive o homem. Na verdade se eu tenho fome é um problema material meu, mas se meu irmão tem fome, é um problema espiritual meu. Ou seja, nós não vivemos bem só quando estamos bem alimentados, mas vivemos bem quando todos estão bem alimentados. O ser humano se alimenta do pão material, imprescindível, e do amor que faz partilhar com os outros.

Em nosso país é grande a produção de alimentos, inclusive para exportação. Mas a fome é presença constante. As campanhas desenvolvidas para contornar o problema da fome são interessantes, “quebram o galho”, mas não resolvem. O projeto popular de vida plena para todos com dignidade, ganhou o poder, mas não ganhou o Estado. Temos democracia política, mas não democracia social.

Continuamos esperando o milagre da multiplicação dos pães, que Deus espera que nós realizemos na perspectiva do Reino de Deus, e que se chama distribuição de renda. Uma justa distribuição de renda dará pão sem assistencialismo e sem criar dependências.

Artigo escrito por Dom Pedro Carlos Cipollini para o Jornal Diário do Grande Abc

terça-feira, 18 de abril de 2017

PADRINHOS DE BATISMO, SÃO PAIS SEGUNDO DEUS E TEM 7 TAREFAS. Saiba quais são!


O papel dos padrinhos na formação dos cristãos é mais antigo do que se imagina. A tradição remonta ao século IV, quando a Igreja tinha de enfrentar as perseguições romanas e as heresias pagãs. A eles cabia o dever de instruir os catecúmenos na fé católica. E no caso das crianças, além de professarem a fé em nome delas, recebiam a responsabilidade de educá-las conforme a doutrina perene dos Apóstolos.

O decreto Ad Gentes, do Concílio Vaticano II, procurou enfatizar esse significado do apadrinhamento, recordando que a iniciação cristã no catecumenato não é obra apenas dos sacerdotes ou dos catequistas; é «de toda a comunidade dos fiéis, especialmente dos padrinhos, de forma que desde o começo os catecúmenos sintam que pertencem ao Povo de Deus» (Ad Gentes, 14). Assim se expressava também o Papa Pio XII, no número 17 da Encíclica Mystici Corporis: os padrinhos e madrinhas «ocupam um posto honorífico, embora muitas vezes humilde, na sociedade cristã, e podem muito bem sob a inspiração e com o favor de Deus subir aos vértices da santidade».

Os padrinhos são chamados à santidade de vida. Não é da alçada deles a compra de presentes, mas a instrução na fé católica, porquanto «uma criança não é capaz de um ato livre de fé: ainda não a pode confessar sozinha e, por isso mesmo, é confessada pelos seus pais e pelos padrinhos em nome dela» (Papa Francisco, Lumen Fidei, 43). Numa época dominada pelas falsas filosofias de vida e pelos erros ideológicos, exaustivamente pregados nas escolas e na imprensa, reavivar o sentido do apadrinhamento na fé católica parece ser uma tarefa imprescindível.

Os padrinhos são muito mais que uma posição social; são pais segundo Deus, pois no batismo morre o "homem velho" e nasce o "homem novo". E como verdadeiros pais têm o dever de transformar os seus filhos em discípulos de Cristo, educando-os na escola de santidade dos grandes santos da Igreja.


Padre Paulo Ricardo,  Equipe Christo Nihil Praeponere, 25 de outubro de 2013

Sete tarefas dos padrinhos

1. Ser um Evangelho que será lido

O testemunho de vida dos padrinhos é fundamental para iluminar a vida do(s) afilhado(s) no seu percurso cristão.

2. Dar o melhor presente

O melhor presente que os padrinhos podem dar ao(s) afilhado(s) é o acompanhamento sincero da sua vida espiritual e da sua relação com Jesus, não as prendas no aniversário, Natal ou Páscoa.

3. Ser colaborador dos pais e não substituto(a)

Faz parte da missão dos padrinhos acompanhar também os pais do(s) afilhado(s), fazer parte dessa família espiritual unida pela fé.

4. Partilhar o que é e tem de melhor

Os padrinhos partilham a fé, respondendo às dúvidas do(s) afilhado(s) e acompanhando-os nos momentos de crise, iluminados especialmente pela Palavra de Deus.

5. Praticar o que ensinam

Os padrinhos atrairão os afilhados para a vivência cristã e fortalecerão neles o ser como Jesus Cristo participando assiduamente na paróquia (amando a Deus sobre todas as coisas) e agindo na sociedade segundo os valores do Evangelho (amando o próximo como a si mesmo).

6. Estar próximo

Procurem os padrinhos criar laços afetivos reais com o(s) afilhado(s) e respetiva família, partilhando tempo juntos e conhecendo o seu desenvolvimento como pessoas e como cristãos.

7. Assumir plenamente as responsabilidades

Quem aceita ser padrinho ou madrinha assume um compromisso para toda a vida e de forma permanente, como demonstração de amor, mas também como um serviço a Deus, acompanhando o(s) afilhado(s) no seu desenvolvimento e amadurecimento. Portanto, a sua tarefa de amor, companhia, cuidado e orientação não acaba quando o(s) afilhado(s) se torna(m) adulto(s), mas dura a vida inteira.

PORQUE A PASCOA NÃO TEM DATA FIXA?

Ao chegar a Páscoa, muitos se perguntam: em que dia cairá? Por que não há uma data fixa?

Sabemos que a Páscoa cristã se celebra sempre num domingo, mas a cada ano variam-se as semanas e, às vezes, o mês. Entre os católicos, costumeiramente se diz que não há Páscoa antes de São José (19 de março) nem depois de São Marcos (25 de abril).

As expressões “Páscoa baixa”, “Páscoa média” e “ Páscoa alta” estão relacionadas a esta movimentação da maior das efemérides cristãs que transita entre as últimas semanas de março e a última de abril.

Para se calcular a data da Páscoa, quando se celebra a jubilosa Ressurreição do Senhor, são importantes duas referências: a história do povo de Israel e a ciência da astronomia. Na verdade, as duas coisas andam juntas. Na Páscoa judaica (Pessah, na língua hebraica), recorda-se a passagem da noite em que povo hebreu ficou livre da escravidão do Egito, depois de uma série de inequívocas intervenções de Deus, primeiro com pragas enviadas ao Faraó opressor, e uma sequência de bênçãos prodigiosas, como a passagem do Anjo Exterminador, a travessia do Mar Vermelho, o Maná do Deserto, as codornizes, a água que brotou da rocha e outros sinais. Tal libertação se deu no primeiro plenilúnio após o equinócio da primavera do hemisfério norte, que acontece entre os dias 19 a 21 de março.

A morte de Cristo também se deu numa sexta-feira, antes da festa da Páscoa do povo hebreu, repousando na penumbra do sepulcro no Shabat (sábado) e ressuscitando na manhã clara do primeiro dia da semana, que os cristãos desde então chamam de Domingo, ou seja, Dies Domini (Dia do Senhor).

O equinócio é um fenômeno natural constatado pela astronomia, quando o sol, pela sua posição em relação à Terra e à Lua, emite seus raios de forma exatamente perpendicular à linha do equador, ocorrendo então a equiparação das horas do dia e da noite, tendo cada um pontualmente 12 horas. O termo ‘equinócio’ tem origem na língua latina: aequus (igual) e nox (noite). No ano há dois equinócios: o de março, entre os dias 19 e 21, que dá início a estação da primavera no hemisfério norte e outono, no hemisfério sul; e o de setembro, entre os dias 20 e 23, que estabelece o início das novas estações nos dois hemisférios, de forma inversa à anterior.

Pelos estudos cronológicos, a data fixa da morte de Cristo teria sido, mais ou menos, no dia correspondente ao 3 de abril do nosso calendário atual. A imprecisão se verifica, porque nossos calendários não conseguem ser matematicamente exatos, por haver certa discordância entre a forma de contar os dias e a realidade da incidência da luz proveniente dos astros. Vejamos que o ano não tem exatamente 365 dias, mas se compõe ainda de algumas horas, minutos e segundos (365d 5h 48m 46s). É necessário também levar em consideração o desenvolvimento da astronomia e da cronologia na história. Em vários momentos foi necessário haver medidas para acertar e corrigir distorções na organização do tempo. Por exemplo, nos tempos modernos, no ano de 1582, o Papa Gregório XIII, orientado por estudiosos da astronomia, determinou a eliminação de 10 dias no calendário, exatamente de 5 a 14 de outubro, pois havia desencontro entre a realidade solar e a contagem dos dias no ano. Isto veio também ajustar a data da Páscoa. Por causa desta louvável iniciativa do Papa mencionado, o calendário que se usa hoje se chama Calendário Gregoriano.

Vejamos, portanto, que não há Páscoa sem lua cheia e nem sem mudança de estação. Na Páscoa tudo se renova, tudo revive, tudo se ilumina da forma mais exuberante possível, pois, segundo a fé dos judeus e a dos cristãos, assim é que se revela a grande misericórdia de Deus que não quer a morte do pecador, nem a escravidão da criatura humana nas trevas do erro e da ilusão, mas quer que ele viva, e seja feliz.

A Páscoa preside todo o calendário litúrgico cristão, estando as festas móveis sujeitas à data da Páscoa, como, por exemplo, a 4ª feira de Cinzas, que dá início à quaresma quarenta dias antes da celebração pascal, além das festas posteriores à Páscoa, como Pentecostes, Corpus Christi e outras celebrações móveis.

Por Dom Gil Antônio Moreira – Arcebispo de Juiz de Fora