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terça-feira, 28 de março de 2017

10 CONSELHOS DO PAPA FRANCISCO AOS JOVENS



1- Nunca termine o dia sem fazer as pazes
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Sabe porquê? Porque a guerra fria no dia seguinte é muito perigosa. “Padre, como proceder para fazer as pazes?”, poderia perguntar um de vocês. Não são precisos discursos, basta um gesto e tudo acaba, a paz está feita. Quando há amor, um gesto ajusta tudo. 

2- Faça o download de um coração bom
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Não te detenha à superfície das coisas e desconfie das liturgias mundanas do aparecer, da maquiagem da alma para parecer melhor. Em vez disso, faça o download do link mais seguro de todos: um coração que vê e transmite o bem sem se cansar. E aquela alegria que gratuitamente recebestes de Deus, por favor gratuitamente dai-a, porque muitos esperam por ela. E esperam recebê-la de vós. 

3- Não perca a boa curiosidade
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Esse é o segredo da alegria. Porque a vida não deve ser fechada numa gaveta. Perante Jesus, não se pode ficar sentado à espera de braços cruzados; a Ele que nos dá a vida, não se pode responder com um pensamento ou com uma simples mensagem. Zaqueu era uma figura pública; sabia que, tentando subir à árvore, se faria ridículo aos olhos de todos. Porém superou a vergonha, porque a atração de Jesus era mais forte. 

4- Defenda sua liberdade
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Quando escolhemos a comodidade, confundindo felicidade com consumo, o preço que pagamos é muito, mas muito caro: perdemos a liberdade. E há tantas pessoas cuja vontade é que os jovens não sejam livres, há tantas pessoas que não vos amam, que vos querem entontecidos, pasmados, adormecidos, mas… livres, nunca!

5- A felicidade não está num sofá
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Sim, julgar que, para ser felizes, temos necessidade de um bom sofá. Um sofá que nos ajude a estar cômodos, como os que existem agora, modernos, incluindo massagens para dormir, que nos garanta horas de tranquilidade para mergulharmos no mundo dos jogos e passar horas diante do computador. Provavelmente, o "sofá-felicidade" é a paralisia silenciosa que mais nos pode arruinar, que mais pode arruinar a juventude.

6- Sem a misericórdia não se pode fazer nada
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Repassando a Via-Sacra de Jesus, descobrimos de novo a importância de nos configurarmos a Ele, através das 14 obras de misericórdia. Estas nos ajudam a abrir-nos à misericórdia de Deus, a pedir a graça de compreender que a pessoa, sem misericórdia, não se pode fazer nada. 

7- O Caminho da cruz é o caminho da felicidade
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Hoje a humanidade precisa de homens e mulheres, particularmente jovens como vós, que não queiram viver a sua existência pela metade Ele quer fazer de vós uma resposta concreta às necessidades e sofrimentos da humanidade; O Caminho da cruz é o caminho da vida e do estilo de Deus. 

8- Com licença, obrigado e desculpa
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Quando encontro um jovem, uma menina, que se casou, digo: “Estes são daqueles que têm coragem”! Pois não é fácil formar uma família, não é fácil comprometer-se na vida para sempre, é preciso ter coragem. Perguntam-me como fazer para que a família continue sempre para diante e ultrapasse as dificuldades. Sugiro-lhes que usem sempre essas três palavras. 

9- Deus não se importa com o celular que você tem
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Deus nos ama assim como somos, e nenhum pecado, defeito ou erro Lhe fará mudar de ideia. Para Jesus, ninguém é inferior e distante, ninguém é insignificante, mas todos somos prediletos e importantes: tu és importante! E Deus conta contigo por aquilo que és, não pelo que tens: a seus olhos, não vale nada a roupa que vestes ou o celular que usas; não Lhe importa se andas na moda ou não, importas-Lhe tu, assim como és. A seus olhos, tu vales; e o teu valor é inestimável. 

10- Tenha coragem!
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Se, para o futuro, sou esperança e, do passado, tenho memória, resta-me o presente. Que devo fazer no presente? Ter coragem. Ter coragem! Ser corajoso, ser corajoso, não me assustar.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Papa alerta sobre risco de fiéis se tornarem “católicos ateus”


Papa alerta sobre risco de fiéis se tornarem “católicos ateus”

Na Missa desta quinta-feira, 23, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco destacou que ouvir a Palavra de Deus evita o risco de endurecer o coração. Ao contrário, quando as pessoas não escutam a voz de Deus e viram as costas para Ele, acabam se distanciando Dele e se tornando católicos infiéis ou até mesmo “católicos ateus”.

Tomando como base um trecho do Livro do Profeta Jeremias, o Papa desenvolveu a sua meditação sobre a escuta da Palavra de Deus. “Quando não paramos para ouvir a voz do Senhor, nos distanciamos Dele, viramos as costas para Ele. E quando não ouvimos a voz de Deus, ouvimos outras vozes (…) No final – constatou amargamente o Pontífice – fechamos os ouvidos e nos tornamos surdos à Palavra de Deus”.

“Se hoje todos nós pararmos um pouco e olharmos para o nosso coração, veremos quantas vezes fechamos os ouvidos e quantas vezes nos tornamos surdos. Quando um povo, uma comunidade, mas também uma comunidade cristã, uma paróquia, uma diocese, fecha os ouvidos e se torna surda, não ouve a Palavra de Deus, procura outras vozes, outros senhores e acaba seguindo os ídolos, os ídolos que o mundo, a mundanidade, a sociedade lhes oferece. Se distancia do Deus vivo.”

Francisco acrescentou que, ao se distanciar de Deus, o coração se endurece, torna-se fechado em si mesmo. Vive, então, em um mundo que não lhe faz bem, que o distancia cada vez mais de Deus. A consequência disso é que se perde o sentido da fidelidade e, assim, a pessoa se torna um católico ateu.

“O Senhor diz na Primeira Leitura: ‘A fidelidade desapareceu’ e nós nos tornamos católicos infiéis, católicos pagãos ou pior ainda, católicos ateus, porque não temos uma referência de amor ao Deus vivo. Não escutar e virar as costas – que nos endurece o coração – que nos conduz ao caminho da infidelidade”.

“Hoje, podemos todos nos perguntar: Eu paro para ouvir a Palavra de Deus, pego a Bíblia, que fala a mim? Meu coração se endureceu? Eu me afastei do Senhor? Perdi a fidelidade ao Senhor e vivo com os ídolos que a mundanidade me propõe todos os dias? Perdi a alegria da maravilha do primeiro encontro com Jesus? Hoje é um dia para ‘escutar’: ‘Escutem hoje a voz do Senhor’, rezamos antes. ‘Não endureçam seu coração’. Peçamos esta graça. A graça de escutar, para que nosso coração não se endureça”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

quarta-feira, 22 de março de 2017

Periferias tornam-se centrais no Pontificado de Francisco

Domingo passado, 19 de março, teve início o quinto ano de Pontificado do Papa Francisco. Após um intenso 2016, vivido no signo da misericórdia, no próximo sábado, 25 de março, o Santo Padre fará uma visita pastoral a Milão, em 2 de abril a Carpi – ambas no norte da Itália –, em 27 de maio irá Gênova – noroeste da Península.
No âmbito das próximas viagens apostólicas internacionais, em abril irá ao Egito, em maio a Portugal e em setembro à Colômbia. Trata-se de um Pontificado que se perfaz no signo da misericórdia e da atenção aos últimos, passando pelas periferias do mundo.
A propósito, a Rádio Vaticano entrevistou o bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro, que é também administrador apostólico da Abadia de Santa Maria de Grottaferrata e secretário do grupo dos 9 cardeais, o C9, formado por Francisco para estudar o projeto de reforma da Cúria Romana:
Dom Marcello Semeraro:- “O tema da periferia o encontramos desde o início na linguagem do Papa Bergoglio, mesmo antes, nas homilias feita em Buenos Aires. O Papa tem muito a peito uma Igreja que sai de si mesma rumo às periferias. Aliás, o Evangelho teve início numa periferia, a Palestina era um canto periférico do grande Império Romano. Portanto, a periferia tem também um valor teológico, além do geográfico e, depois, também antropológico, obviamente, porque o Papa fala de “periferias existenciais”. Diria, então, que não podemos perder de vista o fato de o Evangelho ser periférico, porque parte propriamente de uma periferia. Temos várias periferias, como as periferias da alma: a ausência de luz, a ausência de amizade, a solidão, a angústia e outros medos. Depois, as periferias da existência: temos em nossas mãos a Exortação Amoris laetitia, aí temos as famílias feridas, as relações interrompidas. Ademais, tantas outras situações de dor, as periferias sociais, onde há pessoas que não contam nada e onde as decisões são tomadas em outros lugares.”
RV: O magistério do Papa se caracteriza também por seus gestos de comunicação humana…
Dom Marcello Semeraro:- “Não nos esqueçamos que de certo modo todos os Papas, ao menos aqueles dos quais me recordo, realizaram gestos que tocaram profundamente o nosso ânimo. Mas, em particular, recordaria alguns de Francisco. O gesto com o qual o Papa curvou-se na noite na qual se apresentou no balcão central da Basílica de São Pedro, antes de abençoar, pedindo a oração dos fiéis. E esse gesto do Papa que pede para ser abençoado e que toda vez pede sempre para que rezem por ele, é um gesto de grande simplicidade e humildade. Penso também em suas viagens, que quis começar em lugares de periferia. Penso também no simples fato de morar na Casa Santa Marta. Mediante gestos ordinários da vida, o Papa mostra, sobretudo, ser, ele mesmo, um homem como nós.”
RV: Uma das chaves do Pontificado é a presença da misericórdia na vida cotidiana e na relação com Deus…
Dom Marcello Semeraro:- “Celebramos um Ano inteiro sobre o tema da misericórdia e a misericórdia está no coração do Evangelho. A misericórdia é atrativa, tem força interior porque é o coração do Evangelho, o pilar do Evangelho.”
RV: Os valores da Doutrina social da Igreja mudaram no modo de ser comunicados e defendidos?
Dom Marcello Semeraro:- “Penso que não. Temos uma Encíclica do Papa Francisco que retomou, diria, levou adiante, instâncias que já estavam na Caritas in veritate de Bento XVI. Na Laudato si vemos um alargamento desses valores sociais. É claro, todavia, que o Papa nos recorda que não é desses valores que parte o anúncio do Evangelho, o Evangelho parte do encontro com Cristo.” É daí que depois, consequentemente, vem tudo, como o compromisso público, na Igreja, e todos os outros valores irrenunciáveis que dizem respeito à vida, dignidade do homem, à consciência e liberdade do homem. Mas têm um sentido porque brotam do Evangelho.”
RV: Podemos dizer que os cristãos vivem com Francisco um espécie de novo Concílio?
Dom Marcello Semeraro:- “Diria que sim. A grande herança que o Concílio nos deixou foi a de viver de modo ‘conciliar’. Hoje, usamos muito a palavra “sinodalidade”. Também esta, a meu ver, não significa comprometer-nos a fazer Concílios e Sínodos, mas viver de modo “sinodal’ significa encontrar-nos, começando por escutar-nos reciprocamente. Se falarmos sem antes empenhar-nos na escuta, se falarmos sem ouvir, corremos o risco de dizer palavras inúteis.”
Por Rádio Varticano